Beautiful Agony é a prova de que um site não precisa ser explícito para ser erótico. Uma sacada genial, inclusive no nome, que remete à definição que os franceses dão para o orgasmo ("pequena morte", ou "petit mort" no original).
Eu sou brasileiro e não desisto nunca de deixar tudo para os 46 minutos do segundo tempo. Enquanto varo a madrugada finalizando minha declaração do Imposto de Renda, faço um intervalo para oxigenar meus neurônios e dizer que:
a) a nova edição da Flashback já está nas bancas, com uma inolvidável foto de Silvio Santos na capa. Sou um dos colaboradores da revista, assinando um texto sobre o clássico da Sessão da Tarde Curtindo a Vida Adoidado (a propósito: sabiam que em Portugal o filme ganhou o título de O Rei dos Gazeteiros?). Confiram: a revista está pra lá de bacana e ainda apresenta matérias sobre Star Wars, cigarrinhos Pan, Blitz, gel New Wave, Pantera Cor-de-Rosa, yada yada yada;
b) este blog estreará novo template muito em breve;
d) em comentário deixado dois posts abaixo, Milton Ribeiro escreveu: "Há outro vocábulo em alemão (muito utilizado por Saul Bellow e que esqueci) significando 'argumentos que nos ocorrem apenas quando já estamos descendo as escadas'". Caro Milton, eu sinceramente desconheço se o idioma alemão possui uma palavra específica para aquilo que os franceses chamam de l'esprit de l'escalier, expressão utilizada para definir aquelas situações em que você leva um fora de alguém e só depois de terminada a discussão é que surge aquela resposta espirituosa que teria calado a boca de seu oponente (há um episódio ótimo de Seinfeld com George Constanza como o rei do wit tardio);
e) ainda sobre o assunto, há um livro de Christopher J. Moore intitulado In Other Words - A Language Lover's Guide to the Most Intriguing Words Around the World que cita como uma das expressões mais intrigantes do planeta a brasileiríssima "se virar", descrita no livro da seguinte maneira: "utilizada para descrever aquelas situações nas quais você tenta fazer algo mas percebe que não tem conhecimento suficiente para completar a tarefa";
f) outra interessante explicação gringa para vernáculos tupiniquins. Em matéria publicada no New York Times sobre Clarice Lispector (disponível aqui), Julie Salamon define o que vem a ser uma crônica: "Este gênero é uma especialidade brasileira, uma coluna de jornal que dá ampla latitude a poetas e escritores. Eles podem escrever uma espécie de diário em uma semana, um ensaio na próxima, uma história ou simplesmente um pensamento aleatório. Pense neles como blogs literários, só que impressos em jornais".
g) quem assistiu ao amistoso Brasil x Guatemala, anunciado pela Rede Globo como um dos eventos "oficiais" das comemorações de seus 40 anos de existência, divertiu-se muito mais com os coros criados pela torcida. Dentre eles, destaco os meus prediletos:
- Sílvio Santos vem aí, olê, olê, olá, Sílvio Santos vem aí...
- Não é mole não, o Casagrande dá a bunda pro Galvão!
- Putaquiopariu, 40 anos fodendo o Brasil!
- Galvããããão... Viaaaaaaado...