PE, PN

home sweet home
rss
arquivos x
livro de visitas


Clique aqui e adquira seu exemplar do livro Blog de Papel.

+ inagaki
[S p a m Z i n e]
Antena 1
Bestiário
Blog de Papel
A Casa das Mil Portas
Cortante
Cracatoa Simplesmente Sumiu
Digestivo Cultural
Flashback
Garotas que Dizem Ni
Germina
Morfina
Orkut (comunidade)
Patife
PE do B (Multiply)
PE, PN (UOL)
StumbleUpon
Virunduns

blogs da semana
Ângulo Parodi
BrunoTorres.net
De cara pra lua
Enloucrescendo 2006
Fabio Seixas
José Geraldo Martins
libélulas
Nas Colchas
Ovelha Elétrica
Pensamentos de uma batata transgênica
Trânsito

visite
Afrodite sem Olimpo
Alê Félix
Alexandre Soares Silva
Andrea Del Fuego
Ao Mirante, Nelson!
Appothekaryum
Aqui tem coisa
Balandronada
Banana & Etc
Baxt
B e r e t e a n d o
Biajoni!
Bibi's box
Bife Sujo
O biscoito fino e a massa
Blog do Tas
Blogus
Branco Leone
Bricabraque
Calmantes com Champagne
Cambalhotas de Irrealidades
Caminhar
Camiseteria
Carreira Solo
Caryorker
circulando.com
Clandestina
Código Aberto
Comentários e Versos do Cadafalso
como assim dois uísque?
Copy & Paste
CrisDias.com
Cyn City
Daniel Santos
Dennis D.
Desfio
[10 anos a 1000]
Di LUA
Diário de Lisboa
Different Thinker
Digestivo Blog
Discoteca Básica
Doidivana
iDrops da Fal!
e-nútil
É por aqui que se vai pra lá?
Enloucrescendo
Escrevescreve
e s q u i z o f a s i a
Fazendo gênero
FDR
Filthy McNasty
Flávio Diário
frankamente...
Gravatá
Gravataí Merengue
HOTEL HELL
Idéias Mutantes
internETC.
Jesus, me chicoteia!
Jornalista de Merda
Kibe Loco!
Kit Básico da Mulher Moderna
Leite de Pato
Liberal Libertário
Lixo Tipo Especial
Loompas
Lounge
MadTeaParty
Mafalda Crescida
Uma Malla pelo mundo
Marina W
Marmota, Mais dos Mesmos
(8{> Matusalém Matusca
mau humor
Me, Myself and I
MegaZona
Menin@ Prodígio
Milton Ribeiro
Na Cara do Gol
nababu.org
no mínimo | Weblog
Nóvoa em Folha
Ota
Ouvido Penico
Pablog
Papel de Pão
p a r a l e l o s;
Le Parapluie
Pedro Alexandre Sanches
Pirão Sem Dono
O Polzonoff
por um punhado de pixels
Postiçagens
Pras Cabeças
Prosa Caótica
puragoiaba
Quando, Onde e Como
Querido Leitor
RadarPop
Rafael Galvão
Ressaca Moral
Rita Apoena
Samjaquimsatva
saudades do presidente Figueiredo
Sedentário & Hiperativo
Segunda Impressão
Sem desperdício
Síndrome de Estocolmo
Smart Shade of Blue
Sounds of Silence
Striptease Cerebral
Stuck in Sac
sub rosa
Tamarindo
Tiago Dória
Tony Monti
Uh, baby!!!
Utopia Dilucular
A vida tem dessas coisas
xy7htk
Zel
Zoom!

d'além-mar
Afixe
Aviz
Barnabé
Bitacoras.org
Bitaites
Blog da Sabedoria
Briteiros
Em Busca da Límpida Medida
días estranhos
eCuaderno
Elastico.net
Ene Coisas
espécie duma coisa qualquer
Fora do Mundo
Fumaças
Gatochy's blog
La Hispaniola
El Hombre que Comía Diccionarios
Juegos de Ingenio
Lado Negro da Web
A memória Inventada
Mil e uma pequenas histórias
o b v i o u s
Papel Continuo
Peopleware
La Petite Claudine
Ponto media
Portugal No Seu Melhor
a Puta da Subjectividade
Santa Maradona
sirope.com
Vila Dianteira

cinefilia
chip hazard
Cine Die
Cine Imperfeito
Cinema Cuspido e Escarrado
Cinema em Cena
CinemaScópio
Contracampo
Escreva Lola Escreva
Filmes do Chico
[ filmes gls ou quase ]
Filmsite.org
FilmWise
IMDb
Metaphilm
Tío Oscar
Zeta Filmes

fait divers
Allan Sieber
American Museum of Photography
Brainstorm #9
cabeza marginal
Cadeia de Palavras
Carl Barks
Cocadaboa
Cracatoa Simplesmente Sumiu
DigestivoCultural.com
Duplipensar.net
Garotas que dizem Ni
Givago
Indigo Girl
Insanus
O Jovem Nerd
Laerte
Marca Diabo
Minimal dadaísta bizarro
:: Morfina ::
Mundalua
MyBlogLog
Nao-til
Omelete
PD-Literatura
Pessoas do Século Passado
Pitchfork
Portal Literal
Projeto Releituras
PublishNews
Pulso Único
Rednuht.org
Revisita da MPB
Scream & Yell
Site do Aran
spectorama
TopLinks
Trabalho Sujo
Tripofagia
Uêba
Vasto Oceano Vastas Letras

Blog Template by 1greenEYE Designs


BlogRating
Comentários by Falou & Disse, do graaaaande Fabio Sampaio.
This page is powered by Blogger Brasil.

29.6.03
Cenas Inesquecíveis - III

Humphrey Bogart e Katharine Hepburn em um dos melhores filmes de John Huston

Humphrey Bogart interpreta Charlie Allnut, capitão do African Queen, um barco a vapor que navega pelos rios da África em plena Primeira Guerra Mundial. Katharine Hepburn é Rose Sayer, missionária que acaba indo parar no barco de Charlie depois da morte do irmão reverendo, e depende dele para voltar à América. Juntos, Bogart e Hepburn formam uma dupla memorável, nesta obra-prima dirigida pelo mestre John Huston: Uma Aventura na África (1951).

Definido por Pauline Kael como "um dos mais envolventes filmes da história", Uma Aventura na África segue o plot clássico das comédias românticas: um casal que a princípio se odeia, mas que depois se aproxima e descobre afinidades inesperadas à medida que enfrenta desafios. Em "desafios", leia-se "desastres", que vão de ataques de pernilongos e sanguessugas até o confronto com chuvas torrenciais, tribos africanas e tropas alemãs, culminando com o fim da lenha que obriga os personagens de Bogart e Hepburn a arrancarem pedaços de madeira do próprio navio a fim de alimentar o motor a vapor (alguma coincidência com a situação de certos lares brasileiros?).

O resultado final é irretocável. No entanto, a produção de Uma Aventura na África foi uma das mais conturbadas de todos os tempos. Por exemplo: quase toda a sua equipe contraiu malária ou disenteria, com exceção de Huston e Bogart, que, reza a lenda, escaparam incólumes graças aos inúmeros litros de uísque que consumiram durante as filmagens. Os bastidores inspiraram ainda um filme de Clint Eastwood, Coração de Caçador, focado no episódio em que o diretor John Huston deixou a produção de lado a fim de caçar um elefante pelo qual ficou obcecado. Outro detalhe curioso: Uma Aventura na África é um dos primeiros filmes a fazer merchandising de uma marca. No caso, do gim inglês Gordon, cujo rótulo é exibido diversas vezes pelo personagem de Bogart, que entre uma fala e outra bebia generosos goles da bebida.

Apesar das filmagens tumultuadas, o filme foi um grande sucesso desde o seu lançamento, e recebeu quatro indicações para o Oscar: Melhor Diretor (John Huston), Melhor Roteiro (James Agee e John Huston), Melhor Atriz e Melhor Ator. Por Uma Aventura na África, Humphrey Bogart recebeu o único Oscar de sua carreira. Katharine Hepburn não foi laureada dessa vez; em compensação, foi a atriz mais premiada pela Academia em todos os tempos. Recebeu 12 indicações e ganhou quatro vezes, por suas atuações em Manhã de Glória (1933), Adivinhe Quem Vem Para o Jantar (1967, ao lado de Spencer Tracy, o grande amor de sua vida), O Leão no Inverno (1968) e Num Lago Dourado (1982).

Este post, como não poderia deixar de ser, é dedicado a Hepburn, que morreu neste domingo aos 96 anos de idade.





Parafraseando as palavras de Édson Arantes do Nascimento: Blogger Brasil, se eu fosse você consultaria um médico. Você tem um sério problema de ejaculação precoce, e fode com qualquer um de seus incautos usuários. Como diria o filósofo Vicente Matheus, "é duro, mas não é mole não...".

UPDATE: cumpadi Matusalém Matusca acaba de instalar seu ilustre sarcófago no Blogger Brasil. Não dou uma semana para que ele perceba que escolher entre o Blig e o Blogger-BR é como decidir entre o roto e o esfarrapado. De qualquer modo, boa sorte em suas novas instalações!



25.6.03
Você sabia que...

O livro Guiness de Recordes conseguiu um recorde próprio: é o livro mais roubado das bibliotecas públicas britânicas.... ninguém jamais viu um avestruz com a cabeça enterrada na areia?

... Hatty Green, uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos em todos os tempos (deixou bens avaliados em US$ 95 milhões) morreu de desnutrição porque, por economia, só se alimentava de mingau frio? E que, em vida, não quis gastar com um médico para seu filho, que por demora no atendimento teve uma perna amputada?

... no paraíso muçulmano, um orgasmo dura seiscentos anos?

... Michel de Notredame, mais conhecido pela alcunha de Nostradamus, viveu na França do século XVI e deixou como legado um livro repleto de profecias herméticas escritas de modo tão intrincado que praticamente qualquer fato pode ser encaixado em suas palavras obscuras? E que, numa das raras vezes em que resolveu falar claro, Nostradamus previu um futuro brilhante para o rei Henrique II da França? E que, poucos meses depois dessa previsão, Henrique II sofreu um acidente num torneio e morreu?

... um adulto médio perde cerca de 100 fios de cabelo por dia?

... 99% de todas as formas de vida que já habitaram o planeta Terra estão hoje extintas (e as demais, provavelmente, em processo de extinção)? E que, das espécies animais ainda existentes, os insetos representam cerca de 80% delas?

... a possibilidade de um ciclista ou corredor ser atropelado aumenta 1.100% depois do pôr-do-sol?

... "elementar, meu caro Watson", a frase mais conhecida de Sherlock Holmes, não consta em nenhum dos 56 contos e 4 romances escritos por sir Arthur Conan Doyle, criador do detetive mais famoso da literatura mundial?

... o angu à baiana é de Sergipe, o tutu à mineira é de São Paulo, a caixa preta dos aviões é laranja ou vermelha, os palitos de fósforo não contêm fósforo, o Mar Vermelho é azul e os banhos turcos foram criados pelos romanos?

... durante a Idade Média, um touro que matasse um homem ou um porco que devorasse uma criança eram solenemente enforcados pelo carrasco público? E que, nessa aplicação da "justiça", até mesmo larvas de insetos e cadáveres de suicidas eram submetidos ao enforcamento, pena aplicável a todos os seres que matassem alguém?

... em 1883 a Universidade de Cambridge jogou, por correspondência, uma partida de xadrez com o Asilo de Loucos de Bedlan, e perdeu?

... Wolfgang Amadeus Mozart tinha um senso de humor extremamente escatológico, e desenvolveu um especial gosto de discorrer sobre todos os aspectos das funções intestinais? E que uma de suas composições possui o peculiar título "Leck mir den Arsch fein recht schön sauber" (em bom português: "Lamba meu cu até que ele esteja bem limpo")?

... somente os leões e os seres humanos conseguem dormir deitados de costas?

... estas informações foram extraídas do livro Cultura de Verniz, de Roberto Menna Barreto, obra que todo blogueiro sem inspiração deveria ter em mãos?

UPDATE:

Ao contrário do que afirma o livro de Menna Barreto, cachorros também dormem deitados de costas. Ao menos os cães do Leotti (dono do espécime da foto acima, e pai do Fabrício - parabéns pelo teu aniversário, véi!), do Alessandro e da Flávia.



24.6.03
Top 10 Músicas Para Top 10 Momentos
(post sampleado do blog da minha namorada)

1. Primeira música que tocou quando a vitrola chegou em casa, deixando-me maravilhado com a novidade: Superfantástico, da Turma do Balão Mágico (diga-se de passagem, um cRássico da minha infância).

2. Música que rolava quando dei meu primeiro beijo: Romance Ideal, dos Paralamas do Sucesso. Herbert Vianna é um tremendo compositor de baladas matadoras, e os versos desta canção provam isso: "Ela é só uma menina/ E eu pagando pelos erros/ Que eu nem sei se eu cometi..."

3. Primeira música que me fez chorar: não, nunca chorei ao ouvir uma canção (responderia Robert Smith: Boys Don't Cry), filmes são mais efetivos na arte de me desidratar. Contudo, posso citar algumas músicas que me emocionam profundamente, como Last Goodbye, na voz inigualável de Jeff Buckley, Running Scared, do mestre Roy Orbison, e Todo o Sentimento, de Chico Buarque.

4. Música que me faz dançar e cantar ao mesmo tempo: Bizarre Love Triangle, do New Order.

5. Música para ouvir dirigindo a 150km por hora, numa estrada sem pedágios, radar e, ilusoriamente, sem fim: se eu soubesse dirigir, certamente colocaria no volume máximo um CD que contivesse faixas como Born Slippy (Underworld), The Plan (Built to Spill), Enjoy the Silence (hit do Depeche Mode na cover matadora do Failure), Infinita Highway (pérola do tempo em que os Engenheiros do Hawaii ainda faziam música decente), Headhunter (Front 242), The Sky Lit Up (P.J. Harvey) e Street Fighting Man (Rolling Stones).

6. Música para se esgoelar no karaokê, fazendo caras e bocas: Depois do Prazer, Só Pra Contrariar. Explico: como eu canto com a afinação de um corvo com cólicas, não ouso assassinar músicas bacanas. Quando estou num karaokê escolho as músicas mais trash possíveis, pois. E nada mais apropriado do que esta canção do SPC, cujos versos são um primor da canalhice: "Tô fazendo amor com outra pessoa/ Mas meu coração/ Vai ser pra sempre teu..."

7. Música que eu ouvi e cantei bêbado, vestido a rigor, sem sapatos, rodeado por amigos igualmente bêbados, durante o baile de minha formatura: Canção da América, com o Milton Nascimento. Trilha sonora das mais óbvias, por sinal: "Amigo é coisa pra se guardar/ Do lado esquerdo do peito...".

8. Trilha sonora para começar uma noite caliente: repito a escolha da Suzi, é En la Ciudad de la Furia, na regravação que o Soda Stereo fez para o seu irretocável Acústico MTV, com a participação especial de Andrea Echevarri, do grupo colombiano Aterciopelados. Não por coincidência, ela conheceu Soda Stereo graças a mim. :)

9. Música para ouvir escrevendo: 4'33", de John Cage.

10. Música para cantar tomando banho: algum som bacana e descompromissado, como Lágrimas de Crocodilo (João Penca & os Miquinhos Amestrados) ou Break the Ice (Supla).



19.6.03
Já protagonizei várias coisas na vida, desde arroubos amorosos em público (com direito a uma bronca do segurança do MASP) até pagações inolvidáveis em mico. Por exemplo: na época em que cursava o primário no singelo Colégio Raio de Sol, participei de uma "coreografia" ao som da Arca de Noé de Toquinho e Vinícius de Moraes, fantasiado de... abelhinha. Ah, o passado.

Contudo, estrelar uma animação pra mim é novidade. Melhor ainda: uma animação produzida pela Matusca's Pictures! Cumpadi Matusalém Matusca (que também criou o botão bacana localizado no frame esquerdo deste blog), movido por uma inexplicável escasquetação de que o japa aqui estaria assediando as interessantíssimas freqüentadoras de seu cafofo virtual, criou um gif animado de expressionante verossimilhança: como é que o cara sabia que eu luto kung-fu exatamente como na animação abaixo? Só mesmo os iniciados nos mistérios das magias egípcias para saber dessas coisas...

Cumpadi Matusca, só um comentário acerca de sua ótima animação: ao contrário do que sua verve passional lhe diz, o japa aqui está sossegado e bem comportado, visse? Minha namorada, assim como a sua Matusalinda, não vai gostar nem um pouco dessas histórias. :)


P.S.: Por Tutatis, esse Blogger Brasil anda mais instável que bêbado na corda bamba.



O site da BBC realizou recentemente uma enquete para eleger o Maior Americano de Todos os Tempos. Dez personalidades foram pré-selecionadas para a votação dos internautas: Abraham Lincoln, Martin Luther King, Thomas Jefferson, George Washington, Bob Dylan, Bill Clinton (?), Franklin D. Roosevelt, Mr. T (ator notabilizado pelo seriado Esquadrão Classe A e pela sua participação em filmes como Rocky III e eventos de luta livre), Benjamin Franklin e... Homer Simpson. Em quem os internautas do mundo inteiro votariam? Sim, é bóbvio que você acertou.

Apesar da mesma pose abilolada, não confunda as bolas: este NÃO é Bush Júnior.Personagem criado pelo cartunista Matt Groening, Homer Jay Simpson já havia recebido alguns prêmios, como uma medalha de honra ao mérito por "transformar o que poderia ter sido uma nova Chernobyl em uma outra Three Mile Island", além da escolha como Carregador de Lixo Tóxico da Planta Nuclear de Springfield do mês de outubro de 1990. Treze anos depois, o patriarca dos Simpsons recebe nova laureação ao ser eleito o Maior Americano de Todos os Tempos com fulminantes 47,17% dos votos, bem acima das porcentagens do ex-presidente Abraham Lincoln (9,67%) e do ativista civil Martin Luther King (8,54%). Sobre os resultados, há uma citação de Homer que encaixa-se como uma luva: "Todo mundo pode inventar estatísticas para provar qualquer coisa. Cerca de 14% das pessoas sabem disso".

E se fosse aqui, quem seriam os dez indicados para Maior Brasileiro de Todos os Tempos? Apenas por mera especulação (listas são sempre injustas, incompletas e passageiras), cravo aqui a minha seleção pessoal, sem qualquer ordem de preferência: Machado de Assis, Herbert de Souza (o Betinho), Antônio Carlos Jobim, Carlos Chagas, Alberto Santos Dumont, João Cabral de Melo Neto, Irineu Evangelista de Souza (o Barão de Mauá), João Guimarães Rosa, Mário Schenberg e dom Paulo Evaristo Arns. Diga lá: qual seria o seu Top 10?



18.6.03
Imperdível

Ana e Otto, protagonistas de Os Amantes do Círculo Polar, obra-prima do cinepoeta das sincronicidades.

São Paulo é uma máquina de fazer malucos em série. Cidade cinzenta, estressante, caótica. Imaginem, pois, o drama nestes dias de greve de metrô. No entanto, morar nesta metrópole suja possui as suas compensações. Só os paulistanos terão o privilégio, por exemplo, de desfrutar da mostra "O Cinema de Julio Medem", que está sendo exibida no Centro Cultural São Paulo, ao lado do Metrô Vergueiro. Cada filme de Julio Medem é como um intrincado quebra-cabeças, no qual uma imagem exibida na sua seqüência inicial se correlaciona com outra exibida meia hora depois. A tessitura complexa de seus roteiros poderia gerar filmes cerebrais, frios como um fósforo molhado. E, no entanto, tal qual o escritor argentino Julio Cortázar, Medem é um exímio arquiteto de situações e personagens que emanam poesia e paixão. Vide Os Amantes do Círculo Polar (1998), a história de uma utopia amorosa. Poucas vezes o cinema narrou uma história de amor tão bela e tão dolorida quanto a de Ana e Otto.

Paulistanos, justifiquem o martírio de morar em Sampa City prestigiando esta mostra, complementada ainda pela exibição de vários curtas-metragens de novos diretores espanhóis. E se o problema for falta de grana, desencanai-vos: todas as sessões são gratuitas. A mostra vai até domingo, dia 22 (vejam a programação completa aqui). Se for possível, vale a pena dar uma passada no Centro Cultural amanhã, dia 19, quando serão exibidos dois filmes perfeitos para uma introdução ao universo de Medem: Lúcia e o Sexo (2002), às 16:30, e Os Amantes do Círculo Polar, às 20:45. Mas atenção: procurem chegar com uma hora de antecedência antes de cada sessão, a fim de retirar os ingressos na bilheteria.



17.6.03
"Bizarrô, bizarrô"

O importante é ser você/ Mesmo sendo bizarrô, bizarrô!!!Sempre fui meio relapso. Por isso, não estranhem essa falta de posts e as teias de aranha que aparecem de vez em quando nos cantos deste blog. Ok, eu tenho afazeres e trabalhos a entregar, mas esses não servem de álibi para um vagal como eu que, durante as horas de ócio internáutico, anda navegando pelo Friendster (uma espécie de amálgama nerd entre o Almas Gêmeas e o Oracle of Bacon), me divertindo às pampas ao encontrar (e reencontrar) um bocado de gente bacana que conheci durante minhas perambulações virtuais Net afora.

Mas enfim.

Não me lembro mais onde foi que eu li que o déficit de horas de sono mata neurônios e causa amnésia. Sei não, mas acho que estou cometendo chacinas diárias em meu cérebro. O próximo passo para corroborar essa teoria será, provavelmente, a aquisição do novo CD da Pitty, aquela versão soteropolitana da Alanis Morrissette que canta que "ninguém merece ser só mais um bonitinho". Verso singelo, mas sou obrigado a concordar com ele. Eu, por exemplo, não quero ser reconhecido apenas pelo meu belo sorriso. :)

Ok, essa foi demais. Eu realmente estou precisando dormir.



12.6.03
Meninos Eu Vi

Lázaro Ramos e Leandra Leal, protagonistas do segundo longa-metragem de Jorge Furtado.
O Homem Que Copiava (Teatro Arthur Rubinstein - 09/06/2003)

Quando recebi o convite para a pré-estréia de O Homem Que Copiava, já imaginava que viria coisa boa por aí. O cineasta gaúcho Jorge Furtado dirigiu e roteirizou alguns dos melhores curtas-metragens brasileiros de todos os tempos, como Barbosa, Ilha das Flores e Esta Não é a Sua Vida. Depois, ao ser cooptado pela Rede Globo, não perdeu a mão, participando de algumas das melhores produções televisivas dos últimos tempos, como as minisséries Agosto, Memorial de Maria Moura e Luna Caliente, e os seriados Comédias da Vida Privada, Os Normais e Cidade dos Homens.

Não admira, pois, que a minha expectativa fosse das mais altas, ainda mais tendo em vista que a estréia em longa-metragem de Jorge Furtado, a comédia Houve Uma Vez Dois Verões, é um daqueles típicos filmes que entram de cartaz sem grande alarde, mas que acabam causando furor ao serem descobertos pelo grande público, e acabam estourando nas bilheterias na base do boca-a-boca. Pena que foi pessimamente lançado em São Paulo, e pouca gente teve a oportunidade de assisti-lo. Lembro que assisti a Houve Uma Vez Dois Verões em uma promoção da rede Cinemark, na qual filmes brasileiros eram exibidos a R$ 1,00 o ingresso. A sala lotou, e a vasta maioria dos espectadores era formada por estudantes. Quando a sessão terminou, tive a oportunidade de ouvir adolescentes elogiando o filme. Um deles chegou a repetir a frase-clichê: "nem parece que é cinema nacional".

Sinceramente espero que aquele garoto assista a O Homem Que Copiava, porque terá a chance de conhecer mais um belo trabalho de Jorge Furtado. Quem conhece a filmografia pregressa de Furtado reconhecerá neste longa alguns traços característicos que permeiam toda a sua obra: as maquinações do acaso que combinam e recombinam vidas (vide "Estrada", episódio do longa A Felicidade É...), a presença das ruas e esquinas de Porto Alegre quase como um personagem da história (como no curta Ângelo Anda Sumido), a narração em off que, mais do que descrever situações, amplifica e dá novos sentidos às imagens exibidas (exemplo já clássico: Ilha das Flores) e a mistura de diversas linguagens e gêneros (documentário, animação, policial, comédia romântica).

Em poucas linhas, a história é a seguinte: André (Lázaro Ramos) é um operador de xerox que trabalha em uma papelaria com Marinês (Luana Piovani), atendente gostoooooooosa pela qual Cardoso (Pedro Cardoso) faz de tudo, inclusive parar de fumar. Por sua vez, André é apaixonado por Silvia (Leandra Leal), balconista de uma loja de roupas femininas que mora com um pai escroto. Graças a uma série de encontros e desencontros, André precisará de 38 reais para salvar Silvia de um cotidiano asfixiante. Contará com a ajuda de Marinês, Cardoso, alguns xerox coloridos, a escultura kitsch de um anjo, um binóculo, um soneto de Shakespeare e sorte, muita sorte.

Além de ser cinema de entretenimento da maior qualidade, um aspecto que merece ser ressaltado em O Homem Que Copiava é o fato dele parecer, sim, filme brasileiro. Mas não no sentido pejorativo, consolidado ao longo de anos por obras de péssima qualidade técnica e roteiros crivados de palavrões e cenas de sexo tão naturais quanto peitos de silicone. O longa de Jorge Furtado descreve, sem cabecismos sociológicos, o zeitgeist de um país no qual felicidade pessoal e desejo de enriquecer (independentemente de juízos sobre o certo e o errado, de resto valores tão relativos como a própria subjetividade) são fomentados como aspirações naturais de uma sociedade composta por Ratinhos, Silveirinhas e Fernandinhos. O final do filme, isento de moralismos tacanhos e desprovidos de sentido, jamais seria possível em um estúdio de Hollywood (Furtado é o criador, não o juiz, dos personagens que cria). Quem quiser compreender a parafernália tupiniquim daqui a vinte anos terá, pois, em O Homem Que Copiava, uma boa idéia de como (des)funcionava o Brasil neste começo de século.



11.6.03
Teoria Maquiavélica do Amor

John McLane e patroa, curtindo devidamente o happy end de Die Hard.

Pouco depois de sair da sessão de Matrix Reloaded, me lembrei de uma velha tese que escrevi há tempos, e que regurgito agora: a Teoria Maquiavélica do Amor. Por favor, sigam a bolinha pulando e acompanhem meu raciocínio.

A vida às vezes cansa, principalmente quando se em uma cidade que é uma máquina de fazer estressados, como é São Paulo. Paulistanos parecem estar sempre com pressa, vivem correndo como se estivessem fugindo de algo, apressados como o coelhinho da Alice no País das Maravilhas. Não é possível manter esse ritmo ad eternum. É por isso que às vezes sou obrigado a recorrer ao ópio cinematográfico, apertando a tecla "pause" do meu cérebro e esquecendo deste mundo louco em filmes que a gente assiste como quem come Chokito, no maior dos descompromissos.

Poucas coisas são mais eficazes na arte de anestesiar as neuras da vida moderna do que os filmes de Hollywood. Não à toa, o cinema norte-americano está cumprindo a ameaça de Pinky e Cérebro, de dominar o mundo. Porém, não pretendo discutir agora os méritos artísticos dos blockbusters da Gringoland. Quero, apenas, compartilhar com vocês a minha tese: filmes hollywoodianos apostam no que eu chamo de Teoria Maquiavélica do Amor.

Homem-Aranha, durante um bem-vindo interlúdio romântico com Mary Jane. Recordemos filmes como Duro de Matar, Velocidade Máxima, O Vingador do Futuro, Inferno na Torre, A Múmia: carros batem, prédios explodem, pessoas morrem, toda uma gama de desgraças perpassa nossos sentidos em aproximadamente duas horas, e tudo isso para quê? Para que o filme acabe em um beijo apaixonado. Ou seja, o fim (no caso, o happy end amoroso) justifica os meios. Como se os roteiristas piscassem os olhos pra gente, nas entrelinhas, afirmando que toda sorte de desgraças humanas e materiais na telona se justifica em nome do tal do Amor. Porque nós, incautos espectadores, precisamos de um justo quinhão de diversão lobotomizante, coroada, invariavelmente, com a cereja de um beijo enamorado no final.

E assim, todos vivem felizes para sempre, ao menos até que seja rodada a próxima continuação.

Na vida real, Lois Lane teria morrido soterrada, assim como Trinity jamais regressaria a Zion. Ou não. Afinal de contas, vai saber. O tal do Amor não deixa de ser uma loteria; às vezes é possível acertarmos na Mega Sena, por que não? E, do alto da mais improvável das improbabilidades, em meio ao dilúvio de bilhões de pessoas perdidas neste mundo vasto mundo, não é possível encontrar alguém que ature nossas idiossincrasias e pneuzinhos na cintura, e que ame a gente assim mesmo, mesmo sem possuirmos os poderes de Peter Parker ou as curvas da Charlize Theron? Este mundo, felizmente, é maluco e cheio de possibilidades.

Em tempo: Feliz Dia dos Namorados! ;)



6.6.03
Conversas de boteco
(um post a la Zazoeira)

- Você não odeia essas pessoas que repetem a pergunta quando respondem?
- Se eu odeio pessoas que repetem a pergunta quando respondem? É claro!

* * *

- Se eu fosse você, trataria de me agarrar agora mesmo.
- Se eu fosse você, me suicidaria.

* * *

- Quantos anos você me dá?
- Trinta e sete...
- Errou. Trinta.
- ... mas com corpinho de trinta e seis...

* * *

- Bebida é uma merda.
- O que você faz neste bar então?
- Sei lá, é o vício. Devo ser um coprófilo enrustido.
- Que bosta.
- Rá, rá.

* * *

- Bundinha. Tem que ter bundinha.
- Prefiro peitões. Daqueles em que a gente enfia a cabeça no meio dos dois e faz blrlrrr com a boca.
- Necas. Peitões tem pouco prazo de validade.
- A vida não tem muito prazo de validade.
- Ih, sem papo-cabeça...

* * *

- Não me conformo. A Marta foi uma pessoa com tanta sorte na vida, e no entanto jamais foi capaz de perceber o quanto era feliz.
- Sim, é verdade. Que azarada, não?

* * *

- Admiro as pessoas que falam, porque elas têm a coragem de se expor ao julgamento prévio das pessoas.
- Sei.
- É como aqueles alunos que levantam a mão toda vez que o professor pergunta se alguém tem alguma dúvida. Quase sempre a dúvida de um é a dúvida de muitos outros.
- A-hã.
- De certa forma, são como porta-vozes daqueles que não tiveram coragem de se expressar. Dão a cara a tapa, ficam vulneráveis, arriscam-se ao julgamento alheio ou de fazer papel de palhaço em nome da minoria silenciosa.
- Tá, tá. Eu sei aonde você quer chegar. Mas precisava perguntar ao professor de biologia o que acontece se uma mulher peida durante o sexo anal?
- Porra, vai dizer que só eu tinha essa dúvida? Tudo bem, um herói nunca recebe o devido reconhecimento.
- A-hã.

* * *

- Chorei quando o Titanic começou a afundar.
- Pô, não conta o final do filme.



5.6.03
Top 5 Começos de Romances:

- Quanto mais vou sabendo de ti, mais gostaria que ainda estivesses viva. Só dois ou três minutos: o suficiente para te matar. Merecias uma morte violenta. Se eu soubesse, não te tinha deixado suicidar com aquelas mariquices todas. Aposto que não sentiste quase nada. Não está certo. Eu não morri e sofri mais do que tu. Devias ter sofrido. Porque eras má. Eu pensava que não. Enganaste-me. Alguma vez pensaste no que isso representou na minha vida miserável? Agora apetece-me assassinar-te de verdade. É indecente que já estejas morta. - O Amor é Fodido, Miguel Esteves Cardoso.

- Você vai começar a ler o novo romance de Italo Calvino, Se um viajante numa noite de inverno. Relaxe. Concentre-se. Afaste todos os outros pensamentos. Deixe que o mundo a sua volta se dissolva no indefinido. É melhor fechar a porta; do outro lado há sempre um televisor ligado. Diga logo aos outros: "Não, não quero ver televisão!". Se não ouvirem, levante a voz: "Estou lendo! Não quero ser perturbado!". Com todo aquele barulho, talvez ainda não o tenham ouvido; fale mais alto, grite: "Estou começando a ler o novo romance de Italo Calvino!". Se preferir, não diga nada; tomara que o deixem em paz. - Se um Viajante numa Noite de Inverno, Italo Calvino.

- Encontraria a Maga? Tantas vezes bastara-me chegar, vindo pela Rue de Seine, ao arco que dá para o Quai de Conti, e mal a luz cinza e esverdeada que flutua sobre o rio me deixava entrever as formas, já sua delgada silhueta se inscrevia no Pont des Arts, por vezes andando de um lado para o outro da ponte, outras vezes imóvel, debruçada sobre o parapeito de ferro, olhando a água. E era muito natural eu atravessar a rua, subir as escadas da ponte, dar mais alguns passos e aproximar-me da Maga, que sorria sempre, sem surpresa, convencida, como eu, de que um encontro casual era o menos casual em nossas vidas e de que as pessoas que marcam encontros exatos são as mesmas que precisam de papel pautado para escrever ou que começam a apertar pela parte de baixo o tubo de pasta dentrifícia. - Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar.

- Me chame de Ismael e eu não atenderei. Meu nome é Estevão, ou coisa parecida. Como todos os homens, sou oitenta por cento água salgada, mas já desisti de puxar destas profundezas qualquer grande besta simbólica. Como a própria baleia, vivo de pequenos peixes da superfície, que pouco significam mas alimentam. - O Jardim do Diabo, Luis Fernando Verissimo.

- Aos 16 anos matei meu professor de lógica. Invocando a legítima defesa - e qual defesa seria mais legítima? - logrei ser absolvido por cinco votos a dois, e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris. Deixei crescer a barba em pensamento, comprei um par de óculos para míope, e passava as noites espiando o céu estrelado, um cigarro entre os dedos. Chamava-me então Adilson, mas logo mudei para Heitor, depois Ruy Barbo, depois finalmente Astrogildo, que é como me chamo ainda hoje, quando me chamo. - A Lua Vem da Ásia, Campos de Carvalho.



4.6.03
Cenas Inesquecíveis - II

La belle Emmanuele.

Afirmar que Emmanuelle Béart é deslumbrante é incorrer em redundância. O que dizer, pois, de um filme no qual a atriz francesa interpreta a modelo vivo de um consagrado pintor, atuando nua durante quase todo o longa? A Bela Intrigante, adaptação de uma história de Honoré de Balzac dirigida por Jacques Rivette em 1991, não é um filme qualquer. A começar por sua duração: exatos 240 minutos. Não à toa, a sessão na qual o vi (no cine Belas Artes, em São Paulo, na época em que a sala ainda era sinônimo de boa qualidade - ou seja, há muiiiiiiitos anos) foi interrompida após duas horas: pausa para um cafezinho. Poderia ser uma obra maçante, modorrenta e verborrágica como 80% do cinema francês dito "de arte"; mas não o é. É bóbvio que a beleza mesmerizante de Béart ajuda a esquecer o passar do tempo. Mas também é preciso ressaltar as sólidas atuações de um elenco que inclui ainda Michel Piccoli (o pintor que aparece na foto acima) e Jane Birkin, além da música de Igor Stravinsky e da direção segura de Rivette, um dos principais artífices da nouvelle vague. Mas, ah, a Emmanuele Béart...



3.6.03
Bloglândia

- Grassam pela Web tupiniquim os blogs que aderem ao Movable Type como sistema de publicação de seus respectivos posts. A grande vantagem do MT é a estabilidade: ao contrário de serviços tradicionais como o Blogger ou o Weblogger, que vivem fora do ar, o MT fica instalado no mesmo servidor do seu site. Ou seja, você se livra da fatídica mensagem "este serviço está em manutenção e volta ao ar em instantes", e consegue publicar seus posts independentemente das variações de humor do site a que você recorre para atualizar o seu blog. Todas essas benesses possuem, no entanto, o seu preço: para usar o Movable Type você necessita registrar um domínio e contratar um provedor para a instalação de sua página.

Ao observar a quantidade crescente de usuários que recém-adquiriram seus próprios domínios (como nos casos de Paula Foschia, Paulo Polzonoff e André "Marmota"), o surgimento recente de pequenos "portais" que oferecem espaço a blogueiros de peso (Wunderblogs, Gardenal), de empresas que oferecem hospedagem e auxílio na criação de blogs (Festim, Vilago) e até mesmo de alguns webdesigners que oferecem a criação de templates personalizados mediante o pagamento de determinada taxa, sou tentado a dizer que a blogosfera tupiniquim começa a alcançar níveis profissionais. Falta, no entanto, a contrapartida fundamental: blogueiros que, além de gastar, também sejam efetivamente remunerados para escrever. Ao que me consta, este é um privilégio ainda restrito aos pioneiros abrigados pelo portal Terra: Daniela e Nelito.

- Outro dia me deparei com o blog do Olavo de Carvalho. Apesar de discordar veementemente de sua visão de mundo, e de o considerar um paranóico ao pior estilo Oliver Stone de ser, não dá para negar que o conhecimento sui generis de Olavo aumenta o nível das discussões da blogosfera brasileira. É preciso conhecer para depois criticar - obviedade esquecida por grande parte de seus detratores que jamais se deteve para ler um artigo de Olavo até o final, e o refuta por mera osmose e comodidade ideológica.

- Acrescentei ao frame à esquerda um novo bloco de links, d'além-mar, dedicado aos melhores sites portugueses que encontrei em minhas últimas navegações. "Minha língua é minha pátria".